Um caso de estelionato envolvendo um falso advogado foi registrado no Plantão Policial de Santa Bárbara d’Oeste. O golpe teria começado em maio de 2024 e vitimou um eletricista de 46 anos e sua esposa, de 44 anos, que enfrenta um tratamento contra câncer de mama.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a mulher recebia Auxílio-Doença em razão do diagnóstico, mas o benefício havia sido suspenso em 2021. Em 2024, o marido recebeu a indicação de uma conhecida sobre um suposto advogado da cidade de Nipoã/SP, no noroeste paulista, que afirmava poder auxiliar na tentativa de reverter a suspensão do benefício.
Após o contato inicial por telefone, o homem, que se apresentou como “Tiago”, solicitou informações sobre o caso e encaminhou uma procuração para que a esposa da vítima assinasse, dando início ao suposto processo.
Entre 2024 e 2025, o casal realizou diversas transferências via PIX ao falso advogado, sob justificativas como pagamento de diligências, cópias de documentos e outros procedimentos relacionados ao processo. Ao todo, o prejuízo informado foi de R$ 25.846,12.
Durante o período, a vítima buscava informações sobre o andamento da ação, perícias e possíveis audiências. Em uma das conversas, o suposto advogado afirmou que o processo já havia sido encerrado e que uma nova etapa dependeria de recursos em Brasília, envolvendo custos adicionais além do acordo inicial, que teria sido estabelecido em cinco salários mínimos.
Diante da cobrança de novos valores, o casal decidiu não continuar com o procedimento. Na última conversa registrada, em 24 de julho de 2026, o falso advogado teria informado que, devido à desistência, ainda haveria um pagamento pendente no valor de R$ 3.373,00.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, a pessoa que havia indicado o suposto profissional chegou a alertar a vítima, em 2025, para que não realizasse novos pagamentos, pois ele estaria agindo de forma irregular.
O homem também teria informado ao casal sobre supostas perícias e audiências, porém os compromissos mencionados não foram confirmados. Após procurar orientação jurídica, a vítima descobriu que “Tiago” não possuía registro como advogado e que documentos e números de processos apresentados durante a negociação eram falsos.
A documentação referente ao suposto processo, além dos comprovantes das transferências realizadas, foi anexada ao boletim de ocorrência. A Polícia Civil investiga o caso.